sexta-feira, 9 de dezembro de 2016

Como fazer diagnose visual

COMO FAZER DIAGNOSE VISUAL

O estado nutricional das plantas é avaliado por meio da diagnose foliar (análise de tecidos vegetais) e diagnose visual (observação de sintomas de deficiência ou excesso). O objetivo da avaliação nutricional das plantas é identificar os nutrientes que estariam limitando o crescimento e produção das culturas. Consiste basicamente, em se comparar uma planta, uma população de plantas ou uma amostra dessa população com um padrão da cultura em questão. O padrão seria uma planta “normal”, sem nenhuma limitação do ponto de vista nutricional e capaz de altas produções.

           Para um adequado monitoramento da fertilidade do solo e da nutrição vegetal, recomenda-se conciliar os métodos da análise de solo e da diagnose do estado nutricional das plantas.
Na maioria das vezes a folha é utilizada como amostra, pois é aquele que melhor reflete o estado nutricional da planta. Como nas folhas ocorrem os principais processos metabólicos do vegetal, as mesmas são os órgãos da planta mais sensíveis às variações nutricionais. Se houver falta ou excesso de um nutriente, isto se manifestará em sintomas visíveis, os quais são típicos para um determinado elemento.

Diagnose visual na Cultura da Cana-de-açúcar:

De acordo com a fisiologia vegetal e a mobilidade dos nutrientes dentro da planta, deve-se observar se os sintomas ocorrem nas folhas velhas ou novas, de forma que é possível elaborar chaves de diagnose visual.
Chave para identificação de deficiencia e toxidez.


Descrição dos sintomas de deficiência:



Nitrogênio (N): 
A deficiência de nitrogênio causa efeitos generalizados sobre toda a planta, com definhamento das folhas mais velhas. As lâminas foliares ficam uniformemente verde-claras a amarelas e os colmos ficam mais curtos e finos. Há atraso no desenvolvimento vegetativo e as pontas e margens das folhas mais velhas tornam-se necróticas (secam) prematuramente.

Fósforo (P): Com a falta de fósforo, as folhas velhas apresentam-se com tons avermelhados nas pontas e margens das folhas expostas ao sol. Ocorre, ainda, uma diminuição no seu tamanho. Os colmos ficam menores e finos e há diminuição do perfilhamento da planta.

Potássio (K): Os sintomas da deficiência têm início nas folhas velhas, que apresentam-se amarelo-alaranjadas, sendo que podem se tornar totalmente marrons. Essa clorose evolui para necrose, deixando as folhas com aspecto de queimadas. Ocorre, também, afinamento dos colmos e a nervura principal apresenta manchas de coloração avermelhada. Um sintoma de deficiência de potássio que ocorre no final do ciclo é o ponteiro em forma de leque, conhecido como “topo de penca”.

Cálcio (Ca): Os sintomas de carência de cálcio ocorrem em folhas novas, que ficam esbranquiçadas e enrolam para baixo, formando um gancho (Figura 4). As folhas mais velhas podem ficar com aspecto enferrujado. Quando a deficiência fica mais aguda, nota-se um afinamento e amolecimento dos colmos.

Magnésio (Mg): Os sintomas aparecem nas folhas velhas na forma de pontuações, começando nas pontas e ao longo das margens. Surgem lesões necróticas vermelhas com aparência de ferrugem. A parte interna da casca do colmo apresenta coloração amarronzada.

Boro (B): A deficiência de boro causa uma deformação nas folhas novas, que se apresentam retorcidas chegando a formar “nó” entre as folhas. Surgem lesões translúcidas (sacos de água) entre as nervuras e plantas novas com muitos perfilhos. As folhas tendem a ficar quebradiças e as folhas do cartucho podem ficar cloróticas e, posteriormente, necróticas, semelhantes aos sintomas da doença conhecida como Pokah boeng.

Enxofre (S): O sintoma de deficiência de enxofre é evidenciado nas folhas novas, que apesentam clorose generalizada, diminuição do tamanho das folhas e colmos muito finos.

Cobre (Cu): A deficiência de cobre leva à ocorrência de clorose em folhas novas na forma de “ilhas” ou manchas verde escuras. As touceiras não conseguem se sustentar (touceira amassada) e os tecidos foliares perdem turgidez, fazendo com que as folhas fiquem caídas (sintoma de topo caído).

Manganês (Mn): 
A falta de manganês faz com que as folhas novas apresentem clorose entre as nervuras, da ponta até o meio da folha, que evoluem para necroses. Com o vento, ocorre o desfiamento das folhas.

Zinco (Zn): Com a deficiência de zinco, surgem estrias cloróticas verde-claras nas folhas, formando uma faixa larga, sendo que a região bem próxima da nervura central e das bordas permanece com uma faixa. As folhas ficam curtas, assimétricas e largas na parte média. O perfilhamento é reduzido e os internódios, mais curtos. Os colmos ficam mais finos e podem perder a turgidez (sintoma de colmos moles).
Molibdênio (Mo): A deficiência de molibdênio causa pequenas estrias cloróticas longitudinais, começando no terço apical da folha. As folhas mais velhas secam, prematuramente, do meio para as pontas.

Ferro: A falta de ferro pode causar clorose internerval nas folhas mais novas e, conforme a deficiência se acentua, toda a planta vai ficando clorótica-esbranquiçada.

Diagnose visual na Cultura do Milho:

Nitrogênio: Amarelecimento da ponta para a base em forma de "V'; secamento começando na ponta das folhas mais velhas e progredindo ao longo da nervura principal; necrose em seguida e dilaceramento; colmos finos.
Potássio: Clorose nas pontas e margens das folhas mais velhas seguida por secamento, necrose ("queima) e dilaceração do tecido; colmos com internódios mais curtos; folhas mais novas podem mostrar clorose internerval típica da falta de ferro.

Magnésio: As folhas mais velhas amarelecem nas margens e depois entre as nervuras dando o aspecto de estrias; pode vir depois necrose das regiões cloróticas; o sintoma progride para as folhas mais novas.

Zinco: Faixas brancas ou amareladas entre a nervura principal e as bordas, podendo seguir-se necrose e ocorrer tons roxos; as folhas novas se desenrolando na região de crescimento são esbranquiçadas ou de cor amarelo-pálida; internódios curtos.

Fósforo: Cor verde-escura das folhas mais velhas seguindo-se tons roxos nas pontas e margens; o colmo também pode ficar roxo.

Molibdênio: Pequenas manchas brancas nas nervuras maiores, encurvamento do limbo ao longo da nervura principal.

Enxofre: Folhas novas e recém-formadas com coloração amarelo-pálida ou verde suave. Ao contrário da deficiência de nitrogênio, os sintomas ocorrem nas folhas novas, indicando que os tecidos mais velhos não podem contribuir para o suprimento de enxofre para os tecidos novos, os quais são dependentes do nutriente absorvido pelas raízes.

Cálcio: As pontas das folhas mais novas em desenvolvimento gelatinizam e, quando secas, grudam umas às outras; à medida que a planta cresce, as pontas podem estar presas. Nas folhas superiores aparecem, sucessivamente, amarelecimento, secamento, necrose e dilaceração das margens e clorose internerval (faixas largas); morte da região de crescimento.

Boro: Faixas alongadas aquosas ou transparentes que depois ficam brancas ou secas nas folhas novas; o ponto de crescimento morre; baixa polinização; quando as espigas se desenvolvem podem mostrar faixas marrons de cortiça na base dos grãos. 

Cobre: Amarelecimento das folhas novas logo que começam a se desenrolar, depois as pontas se encurvam e mostram necrose, as folhas são amarelas e mostram faixas semelhantes às provocadas pela carência de ferro; as margens são necrosadas; o colmo é macio e se dobra. 
Ferro: Clorose internerval em toda a extensão da lâmina foliar, permanecendo verdes apenas as nervuras (reticulado fino de nervuras).

Manganês: Clorose internerval das folhas mais novas (reticulado grosso de nervuras) e depois de todas elas quando a deficiência for moderada; em casos mais severos aparecem no tecido faixas longas e brancas e o tecido do meio da área clorótica pode morrer e desprender-se; colmos finos. 

Diagnose visual na Cultura do Algodão:

Nitrogênio:  A deficiência de nitrogênio resulta em clorose, ou seja, perda da intensidade da cor verde em toda a planta, por causa da redução da clorofila.

Fosforo:  A deficiência de P reduz a fotossíntese, o acúmulo e a translocação dos carboidratos para as maçãs do algodoeiro.

Potássio: O algodoeiro é considerado pouco eficiente na absorção de potássio do solo quando comparado a outras espécies. Dessa forma, a deficiência de K ocorre com maior frequência e intensidade que na maioria das espécies agronômicas. Sua deficiência tradicional, em pré-florescimento, é caracterizada pela clorose internerval das folhas do baixeiro, seguida de necrose nas margens e queda.

Cálcio: A deficiência de cálcio (Ca) não é comum em campo. Em geral, os efeitos da acidez do solo e da pobreza dos demais nutrientes superam ou se expressam mais rápido do que o de deficiência desse nutriente nas lavouras.

Magnésio: Os sintomas de deficiência de magnésio se caracterizam pelo lento crescimento do algodoeiro. Por ser um nutriente de alta mobilidade na planta, os sintomas iniciais surgem nas folhas do baixeiro.

Enxofre: Com a deficiência de enxofre, a fotossíntese é reduzida, afetando a produtividade e a qualidade da fibra. As plantas deficientes em enxofre têm crescimento reduzido.

Boro: Em virtude da baixa mobilidade do boro na planta, os primeiros sintomas ocorrem nas partes jovens, nos tecidos de condução e nos órgãos de propagação. Os sintomas de deficiência mais comuns no campo são: amarelecimento das folhas do ponteiro; no período de florescimento/ frutificação aparecem anéis concêntricos verdeescuros nos pecíolos (Figura 17) e nas hastes, com necrose interna da medula.

Dificilmente os micronutrientes cloro, molibdênio, ferro, cobre e zinco apresentam deficiências visuais em campo. 

Diagnose visual na Citricultura:

N: Folhas velhas amarelas; folhas ralas; poucos lançamentos.

P: Frutos com miolo ôco Fósforo.

K: Folhas bronzeadas e encurvadas; frutos pequenos; queda exagerada de frutos Potássio.

Mg: Folhas velhas com V verde ao longo da nervura principal.

Boro: Morte de gemas; folhas menores e deformadas.

Cobre: Folhas grandes e flácidas; exsudação de goma nos ramos novos; frutos com manchas escuras.

Manganês: Folhas novas com amarelecimento ou cor verde-pálida entre as nervuras.

Zinco: Internódios mais curtos; folhas novas estreitas com cor amarelada entre as nervuras.

Diagnose visual na Cultura da Soja:

Macronutrientes primários: N, P, K

Nitrogênio (N): A característica da deficiência do N é a redução uniforme de coloração verde das folhas, alterando-se para verde pálido e amarelado (clorose), devido à elevada mobilidade desse nutriente, os sintomas se iniciam pelas folhas mais velhas.

Fósforo (P):O P é rapidamente translocado dentro das plantas e pode mover-se dos tecidos mais velhos para os mais novos, em condições de reduzida disponibilidade no solo. Em plantas adultas, a grande parte do P transloca-se para as sementes. Devido à alta mobilidade do P na planta, seu sintoma de deficiência aparece, inicialmente, nas folhas mais velhas, caracterizado pela coloração anormal em verde-escuro azulado ou bronzeada. A cor púrpura deve-se ao decréscimo da síntese de proteína quando P é deficiente. Outras anormalidades na planta podem ser: caules finos, folhas pequenas, crescimento lateral limitado. Em linha onde o adubo fosfatado não foi aplicado pela adubadora, as plantas ficaram com altura e crescimento reduzidos.


 Potássio (K): Inicialmente, com a deficiência do K, tem-se o amarelecimento no ápice das folhas adultas, sendo atingidas as bordas e toda a lâmina foliar, com necroses posteriores dos tecidos na mesma ordem de progressão dos sintomas. Na linha onde não foi realizada a adubação potássica pela adubadora, nota-se o amarelecimento das folhas e plantas menores do que as normais, com haste grossa. As plantas com deficiência de K têm flores remanescentes, menos vagens, o tamanho é pequeno e sem sementes, comparado com plantas normais. As vagens são manchadas o que afeta a qualidade de sementes. A deficiência de K também causa a abertura de vagens com germinação e deterioração de sementes em seu interior. Em solos arenosos, a aplicação insuficiente de K por vários anos pode causar sintomas de: haste verde, haste verde e retenção foliar, frutos partenocárpicos.

Macronutrientes Secundários: CA, Mg e S
Cálcio (Ca): Com a carência de Ca, são afetados os pontos de crescimento, bem como os meristemas apicais das hastes e das raízes, podendo ocorrer à morte da planta. As folhas tornam-se enroladas e pode haver o colapso dos pecíolos. O sistema radicular apresenta-se com coloração marrom e pequeno desenvolvimento.

Magnésio (Mg): Sua deficiência é visualizada nas folhas velhas, inicialmente em clorose marginal e, posteriormente, internerval, seguindo-se o secamento das bordas.

Enxofre (S): Os sintomas de deficiência de S são semelhantes àqueles do N diferindo-se deste último por ser nas folhas mais novas, devido à sua menor mobilidade nos tecidos. O sistema radicular e a nodulação são reduzidos. Excesso de S pode causar toxidez. A aplicação de superfosfato triplo, no cerrado do primeiro ano, em lugar de superfosfato simples (contém 13% de S) causa sintomas similares aos de deficiência de N e as plantas não crescem. O excesso de S nas folhas causa manchas de amarelecimento.

Os Micronutrientes Que Tem Recebido Maior Atenção São Boro, Zinco, Manganês, Molibidênio E Ferro

 Boro (B): Devido à baixa solubilidade dos compostos de B na planta, o sintoma de deficiência é constatado nas gemas apicais e em folhas novas. Pela figura, nota-se que as folhas são coriáceas, rugosas e espessas.
Zinco (Zn): O sintoma de deficiência de Zn é observado em folhas adultas com coloração amarelo- castanho.

Cobre (Cu): Os sintomas de deficiência de Cu são: clorose, morte apical e internódios curtos, clorose (cor violeta) nas bordas da folha; desenvolvendo-se entre as nervuras, com início nas folhas novas.

Ferro (Fe): O sintoma de deficiência de Fe é a clorose internerval, que pode ser confundida com o sintoma provocado pela deficiência de N, em caso de ser inicial. Com a progressão dos sintomas visuais, é possível distinguir da deficiência por N, por ocorrer em folhas mais novas. Devido à sua mobilidade em estado mais avançado, a cor verde desaparece completamente inclusive nas nervuras principais. A soja FTA é usada como planta indicadora de deficiência de Fe.

Manganês (Mn): Plantas deficientes em Mn têm inicialmente clorose nas folhas, sendo esse mais grosseiro do que o de Fe; a toxicidade se caracteriza pela encarquilhamento das folhas e presença de pintas necróticas.


Molibdênio (Mo): Os sintomas de deficiência de Mo são semelhantes aos de N, pois esse micronutriente é essencial à incorporação de N ao esqueleto orgânico dos tecidos e em leguminosas, por ser integrante de enzima nitrogenase, no caso de sua deficiência e também a absorção de N atmosférico.

quarta-feira, 28 de setembro de 2016

VALE FERTILIZANTES S.A. - VISITA TÉCNICA - DATA 21/09/2016

VALE FERTILIZANTES S/A – UBERABA(MG)

VISITA TÉCNICA – DATA 21/09/2016

                                             
Fonte: Silviane.blogspot

MISSÃO : Transformar os recursos naturais em prosperidade e desenvolvimento sustentável.

 A Vale Fertilizantes atua na fabricação de fertilizantes, de produtos para nutrição animal e de produtos químicos, bem como de suas respectivas matérias-primas e de outros produtos para a agricultura e pecuária,no aproveitamento industrial de minérios e de jazidas minerais, mediante pesquisa, lavra e concentração.

É fornecedora de matéria prima para indústria de fertilizantes (misturadoras), além de serviços de logística necessários as suas atividades, como transporte, exportação e importação.

A rocha fosfática, matéria prima de grande importância na produção de fertilizantes, apresenta em torno de 4 a 5% de P2O5 no momento da extração e de 35% ao término.

A Indústria encontra-se retirada 120 Km da jazida de extração de Tapira(MG), mas não tem necessidade de ficar próxima à área de exploração porque  a rocha em polpa é transportada via mineroduto até Uberaba(MG).

Certificações :
Qualidade do Produto : ISO 9001
Qualidade ambiental : ISO 14001

Vale Fertilizantes - Complexo Industrial de Uberaba - FonteJornal de Uberaba


Os  fertilizantes são fornecidos ao produtor rural pelas indústrias misturadoras, que por sua vez utilizam composição do NPK : matérias-primas nitrogenadas, fosfatadas e potássicas.

v  OS fertilizantes são compostos por três nutrientes básicos : nitrogênio (N), fósforo(P) e potássio(K).

v  Esses elementos, misturados conforme a necessidade de cada solo e cultura, garantem o crescimento das plantas e a qualidade dos produtos agrícolas.  

                                                                          NITROGÊNIO
Fonte: Irmea Irrigação e Meio Ambiente

As fontes de nitrogênio (N) mais utilizadas são a uréia (45% de N), sulfato de amônio (21% de N e 23% de enxofre - S), nitrato de potássio (13% de N e 44% de K2O), fosfato monoamônico ou MAP (10% de N e 46 a 50% de P2O5) e fosfato diamônico ou DAP (16% de N e 38 a 40% de P2O5).
                                                        FÓSFORO
Fonte: Irmea Irrigação e Meio Ambiente

As principais fontes minerais de fósforo são o fosfato monoamônico ou MAP (10% de N e 46 a 50% de P2O5) e fosfato diamônico ou DAP (16% de N e 38 a 40% de P2O5), superfosfato simples ou super simples (16 a 18% de P2O5 e 18 a 20% de Ca - Cálcio), superfosfato triplo ou super triplo (41% de P2O5 e 7 a 12% de Ca) e termofosfato (18 % de P2O5, 9% de Mg - Magnésio, 20% de Ca e 25% de SiO4).Os termofosfatos são excelentes fontes de fertilizante fosfatado e apresentam também outros nutrientes e elementos benéficos como o Mg e o Si.  

                                                                                POTÁSSIO
Fonte: Irmea Irrigação e Meio Ambiente

As principais fontes de potássio para adubação mineral na agricultura são: cloreto de potássio, sulfato de potássio (48 a 50% ou 60 a 62% de K2O) e nitrato de potássio (16% de N e 46% de K2O), sendo o cloreto de potássio o mais utilizado, com cerca de 90% do volume aplicado para suprir a necessidade de potássio na agricultura brasileira.


v Estabelecida nos estados de São Paulo, Sergipe, Goiás e Minas Gerais, a Vale Fertilizantes é formada pelas seguintes unidades produtivas:

     Tapira(MG) : Mina de rocha fosfática.
     Uberaba(MG) : Produção de fertilizantes fosfatados.  
     Patos de Minas(MG), Catalão(GO), Araxá(MG) e Cajati(SP): Produção de rocha fosfática e
     fertilizantes fosfatados.
     Guará(SP): Produção de fosfatados.
     Cubatão(SP): Produção de fertilizantes fosfatados e nitrogenados.
     Taquari Vassouras(SE): Produção de cloreto de potássio.
  
    O Complexo Industrial de Uberaba opera desde 1980 na produção de fertilizantes fosfatados, a saber:
     Ácido fosfórico
     Ácido Sulfúrico
     Fosfatados de alta concentração.
    
     Atualmente produz:


    Ácido Sulfúrico : H2SO4

O ácido sulfúrico é uma solução aquosa de sulfato de hidrogênio, forte e corrosiva, sendo a substância química mais usada pela indústria.
Sua fórmula : SO2 + H2O2 = H2SO4
A Vale Fertilizante recebe o enxofre importado e o industrializa. O processo consiste na fusão e filtração do enxofre fundido pela queima, mediante reação no conversor catalítico e a absorção de gases. Ocorre a formação e a expedição do ácido sulfúrico.


Fonte: Estoque de enxofre Vale Fertilizantes

 Ácido Fosfórico – H3PO4

O H3PO4 pode ser produzido a partir do fósforo ou da apatita. Também é denominado de ácido ortofosfórico e pelos nomes usuais ortofosfato de hidrogênio e fosfato de hidrogênio. É uma substância incolor e encontrado líquido para venda, mas misturado com água em cerca de 90% do produto. É usado na remoção de ferrugem, na indústria para fabricação de vidro, na tinturaria, indústrias alimentícias e farmacêuticas, e também usado na fabricação de fosfatos e superfosfatos para utilização como fertilizantes na agropecuária. No Brasil é usado como acidulante em refrigerantes de base cola, que ajuda a baixar o ph, regular o sabor doce e realçar o paladar e, também atua como conservante da bebida. O efeito adverso que se pode ter no organismo humano é o excesso de fosfato(componente do ácido fosfórico), pois ele pode reagir com o cálcio dos ossos e dentes, causando problemas dentários e ósseos como a osteoporose.


Fonte:Mundo educação.bol.uol-Refrigerante a base de cola contém ácido fosfórico como acidulante

A Vale Fertilizantes produz o ácido fosfórico por meio do seguinte processo: recebe a rocha fosfática (que tem P2O5) e faz o concentrado fosfático (CMT, CMC e CMA), preparação da polpa 70%. Etapa de reação: ácido sulfúrico reage com o concentrado fosfático. Etapa de filtração : Produção do ácido fosfórico e  fosfogesso, permanecendo este último em estocagem na indústria.



 MAP : Mono-Amônio-Fosfato (Fosfato Monoamônico NH4H2PO4)

Fertilizante agrícola formado a partir da reação de uma molécula de amônia com uma de ácido fosfórico. Possui na sua constituição entre 10% a 12% de N e 50% a 52% de P2O5. A Vale produz o 11-52.



Fonte: Vale.com -   MAP 11-52

 TSP : Superfosfato Triplo  – Ca(H2PO4 )2 .H20

Os superfosfatos têm como matéria prima a rocha fosfática e esta quando atacada por ácido fosfórico origina o superfosfato triplo. A rocha fosfática moída (75% menor que a malha 200) e o ácido fosfórico 62% são adicionados em quantidades estequiométricas continuamente no   granulador, onde ocorre a granulação e a reação. Após,o produto a granel é conduzido ao armazenamento onde sofre cura de 1 a 2 semanas, durante as quais a reação  do ácido com a rocha se potencializa aumentando a quantidade de fósforo a ser assimilado pelas plantas.


Fonte:Produto Mercado Livre . com
Superfosfato Triplo 46%

Esquema simplificado da produção de fertilizantes


Fonte:Lais Ferreira Agro.blogspot.com

Fonte:a Observatoriosocial


  
  Fosfato  Bicálcico - Calcário +  Ácido Fosfórico
Fosfato Bicálcico é a fonte de P (Fósforo) mais utilizada para bovinos de corte. Seu uso se deve basicamente ao fósforo presente no fosfato e é um dos principais responsáveis pelo vigor da flora microbiana do rúmen, que necessita deste mineral em grande quantidade. Na ausência do fósforo há um enfraquecimento da flora microbiana do rúmen e consequentemente a diminuição da digestibilidade e do consumo de pastagens. A deficiência em fósforo dos solos brasileiros e, portanto, das forrageiras, é um dos principais fatores responsáveis pela baixa produtividade  dos rebanhos.



Fonte: M.Frural.com - Fosfato bicálcico para nutrição animal.

 A Vale Fertilizantes é grande fornecedora de produtos fosfatados para
a produção de fertilizantes no país, sendo peça fundamental no 
agronegócio brasileiro.

 A empresa tem capacidade de crescimento da produção mas sem 
previsão, até o momento, por estar dependendo  da unidade de Patrocínio(MG).

 Também é detentora da produção de rocha fosfática que lhe 
possibilita atuar na produção de fertilizantes fosfatados de alta 
concentração, permitindo-lhe alta competitividade de seus produtos 
finais, notadamente MAP e TSP.

 A produção atual : 
 TSP farelado.....................305.912  t/a
 TSP granulado...................759.580 t/a
  MAP pó ............................   42.921 t/a
  MAP granulado.................875.595 t/a

 Foscálcico:
  DCP....................................  74.812 t/a
  SSP...................................... 21.053 t/a
  Gesso..............................1.311.198 t/a
    RLT.................................  63.269 t/a

    TOTAL..................3.454.344 t/a




Fonte:www.justiçanostrilhos.org.






















Referências bibliográficas:


Agência Embrapa de Informação tecnológica. SANTIAGO, A.D.;ROSSETTO, R.
Agrominerais – Fosfato - Loureiro1, Francisco E. Lapido; Monte2, Marisa Bezerra de Mello; Nascimento3, Marisa
Disponível em  >.....Consultas realizadas em 25.10.2016>                                                                             
Fosfertil.com.br
mercado.ruralcentro.com.br/.../serrana-fertilizante-superfofato-triplo-tsp-cah2po42h
Mundoeducação.bol.uol.com.br/química/acido-fosforico
Mundoeducação.bol.uol.com.br/química/acido-sulfurico
Nutrimix Nutrição Animal.com.br
RAIJ, B. van et al. (Ed.). Recomendações de adubação e calagem para o Estado de São Paulo. 2.ed.  Campinas: Instituto Agronômico, 1996. (IAC. Boletim Técnico, 100)
www.infoescola.com/química/a




quarta-feira, 14 de setembro de 2016

A IMPORTÂNCIA DA PALHADA NO SISTEMA DE PLANTIO DIRETO

   


  O Sistema de Plantio Direto fundamenta-se na ausência de revolvimento do solo, em sua cobertura permanente e na rotação de culturas. São técnicas interdependentes que promovem a melhoria do ambiente  como um todo, inclusive a qualidade de vida do homem, e o caráter socioeconômico que permite a sustentabilidade da atividade agrícola.            

Resultado de imagem para plantas de cobertura do solo


     O SPD teve seu desenvolvimento na década de 1970, com o surgimento do herbicida Paraquat, que veio substituir o preparo do solo no controle de plantas daninhas, sendo que a razão principal da adoção do sistema pelos produtores, foi a intensa degradação ambiental, provocada pela erosão  dos solos, elevando os custos de produção, tornando a atividade agropecuária insustentável.

     A camada de partículas que formam a palhada, cobre a superfície do solo,fazendo com que atenue ou dissipe a energia, protegendo-o contra o impacto direto das gotas de chuva, reduzindo o movimento superficial do excesso de água que não infiltrou no solo, impedindo o transporte e o arrastamento de partículas pela enxurrada, minimizando ou mesmo eliminando a erosão. A  superfície do solo e seus agregados também ficam protegidos da ação direta dos raios solares e do vento.

     A palhada reduz a evapotranspiração, permitindo uma maior infiltração e armazenamento de água no solo, gerando na camada mais superficial, temperaturas mais amenas ao desenvolvimento das plantas e organismos. A  palha impede o aquecimento rápido e excessivo do solo e reduz a perda de calor. A amplitude de variação térmica é menor, favorecendo a germinação e desenvolvimento das culturas e a atividade dos microorganismos do solo. 

     A degradação da palhada, de forma lenta e gradativa, promove aumento da matéria orgânica e da atividade microbiana, que, aliada à mineralização, disponibiliza nutrientes às plantas, melhorando a produtividade. A palha é fundamental para a cobertura permanente do solo, na promoção do controle das plantas daninhas, na melhora dos atributos físicos, químicos e biológicos, sendo fator decisivo no Sistema de Plantio Direto, notadamente pelo surgimento de substâncias orgânicas (ácido s fúlvicos, húmicos e humina) e mineralizadas ,contendo cálcio, magnésio,fósforo, potássio, nitrogênio, enxofre e outros, que ficarão disponíveis às plantas,com redução do uso dos insumos químicos.

     O Sistema de plantio direto na palha recebe o estímulo e promoção do Ministério da agricultura pela Coordenação do Manejo Sustentável dos Sistemas produtivos (CMSP) e da Secretaria de Desenvolvimento Agropecuário e Cooperativismo (SDC).